Para meus mortos que nunca morreram em mim
Para aqueles que a saudade os traga...
Todos que ressuscitam a cada dormir e a cada acordar...
Para minhas raízes que vivem sobre a escuridão profunda e mesmo assim nos alimenta.
A cada fruto, a cada flor, a cada sensação de ambiguidade e solidão eterna...
Vivemos, vivemos, não vivemos... Caminhamos para os galhos mais altos.
Para de lá podermos tentar ver um fio de nossa realidade... Sinto-me órfão de infância quando vasculho meus dias de criança...
De olhos fechados e às vezes me dá curiosidade de saber onde vocês estão pois vivemos as sombras de nossos desejos.. E o mel que do céu se derrama não nos chega tão doce quanto é... e por sermos tão eficazes e capazes não conseguimos compreender o que de fato realmente nos cerca além de olhares que parecem ser curiosos mas que na verdade são suposições egocêntricas e individualista de um pobre terráqueo que se esconde na base do pelo do coelho e ter receios de olhar diretamente nos olhos de deus... entre o espelho e sono que o encobre....
T.vesie 17/02/12