Tudo
é construído como o tempo; então o gosto do mel escorre...
Como
maná ou coisas desse tipo... Vesúvios como estes não se sabe de onde vem...os
paraísos de outrora seriam míseros cabarés...
Os
infernos nada seriam de infortúnios, galanteios em hordas de verdadeiros amores...
pegadas apanham caquinhos de asas que se vão durante a chuva...
E
quando seus pés tocam à água, me perco nos olhos que refletem meu eu- espelho, como
uma avalanche linda e destruidora...
Que
são boas por serem demais as atravessamos sem querer, barreiras entre a luz e
nós entre o corpo cuspido e o olhar vazio solto pelo ar...
A
velocidade do piscar dos olhos combinando com a respiração...
Você
anda como um anjo voando pelo céu...

