ponto de energias

ponto de energias
eterno teatro e de encontros...místicos,lendários e poéticos....

good times bad times

good times bad times
vida metamorfose vida espantalho

pra onde vou

pra onde vou

Pesquisar este blog

quarta-feira, 26 de junho de 2013

25x336,50 Passos e Rastros


Tocando o chão do deserto de meus olhos sorrio e com o inofensivo veneno do escorpião, habitante e sobrevivente de lágrimas ácidas... Tento me embriagar ou se entorpecer com o mesmo, porém minhas botas impermeáveis me protege mesmo sem eu querer proteção nenhuma... E não consigo sentir seu olhar perdido por entre as estradas, seu olhar que traça  seus desejos absorventes... procuro por você em qualquer vazio que sinto por dentro de mim... Sou o esquecimento dos guerreiros que habitaram esse lugar sagrado, sou a caça amedrontada que foge do coiote faminto... sou o coiote torpe e faminto, cego e insano pela fome em busca de sua presa...
E o que sou de verdade?
Minhas ilusões reais que só eu consigo reconhecer!  E assim em meu olhar vejo o olhar, vejo o final e o não final dessa high way que nasci que vivi e hoje por incrível que pareça ainda existe magia entre os  corvinhos de assobios dos ventos, entre a paisagem esquecidas  de nossas vontades... E cada ser vivente deste cenário é tão necessário, quanto à água que jorra de seus olhos... (isso é só uma parada no vazio da estrada).
E quando a natureza local se manifesta... É só mais uma prova que a magia ainda está lá guardada e escondida em cada rocha e a cada santuário formado por chayenes antigos e outros povos guerreiros, que ainda buscam em mim suas liberdades roubadas e violentadas...
Por homens letrados, fardados, sistêmicos e egoístas... Ainda sinto em mim a inocência e a luta já covardemente ganha! Somos partes que compõem a linha que faz parte do grande tecido (universo como um todo). E isso foi roubado de nossos olhos e isso foi tirado quando ainda nem nascemos... E hoje nesses dias modernos antigos caminho por entre ilusões vivas que me ferem a alma... Só a solidão de muitos sacrificados me faz ver o farol no porto seguro fantasma da alma de seus olhos... E caminho para ele, aliás, navego em águas turvas de minha própria insanidade coletiva futura!
E aqueles que apodrecem em meu solo antes sagrado, hoje sangrando me faz voltar a ser água em meio a montanhas distantes de meus sentidos e pesos de olhares perdidos que vejo além da temperatura que ferve do solo de meu coração deserto e montanhoso com cavernas abertas e esquecidas. Diante o silêncio dos que um dia viveram belamente em meus recantos ensolarados de liberdade. E hoje só restam inscrições, sinalizações, poesias de mundo perfeito, De antes, meus caçadores necessários e respeitosos com a grande mãe natureza...
E o conforto era está bem e saciado de toda energia existente em torno de suas contemporaneidades da não evolução... Pois isso era a evolução...
Do metal, do petróleo e de outras coisas  bastante preciosas aos olhos letrados, e o mundo se tornou negro e mal cheiroso, cheio de progresso, porém a magia se foi... Meus povos livres também, minhas milhares de etnias perderam suas características e origem... E hoje para sobreviver caminho sobre  restos dos restos da existência que meus olhos não carnais conseguem ver e dessa forma me torno livre pelo menos por alguns instantes mesmo que furtivo...

T.vesie  05-13-13

sábado, 22 de junho de 2013