Pesos de pessoas que passam envoltas de suas próprias
discrepâncias... Carros, homens, asfalto, alma todos eles com sua sensualidade
florando dos olhos perdidos, de olhos duvidosos, corpos vazios cheios de nada,
voltando para suas tristes estrebarias...
Deuses criados por criaturas, criaturas se tornando deuses
enquanto os mesmos tiram férias em meus medos, quedas que caiam em meus braços
e todos que reinventaram o amor...
Aqueles que realmente são únicos e verdadeiros faça-nos
sobreviver em meio a subúrbio! Nossas fomes não são saciadas... Sarjetas da alma,
olho negro na escuridão da estrela suas tristes estrebarias que nos aprontam e
libertam... Almas amarradas a rosários e terços de meia idade...
Na hora do anjo... (18h00min hás)
Na hora de uma das agonias (15h00min hás)
Na do nascimento de um corpo (05h45min hás)
Na hora da transição espirito-corporal (06: oo hás)
Na hora em que a essência alcança e tenta se acomodar em um
novo recipiente (corpo) (06h30min)...
E a parti de então tudo recomeça sem nenhuma lembrança, sem
nenhuma direção, mesmo inconsciente sabendo que existe, mas não compreende...
É preciso muito mais do que reencarnar para se conseguir a
tal evolução, é preciso viver, morrer sentir as verdadeiras barbáries da vida,
para poder realmente tentar saber a verdadeira origem... Se é que existe uma!
E quando se consegue a sutileza para perceber os vários cometas,
mundos e universos a que pertencemos têm a plena certeza que sou a que não sabemos...
( isto é não utilizamos nem dois por cento de nossa máquina do tempo(mente) ).
E ai também tem os vagalumes que brilham em determinadas épocas
pensando que são evoluídos por serem alados e terem uma substancia luminosa,
mas são tão minúsculos em suas luminosidades que uma simples brisa um pouco
mais voraz os destroem... Em sua insignificância luminosa... Estão-se aqui para
evoluir por que não se lembrar de nossos dias:
Dias Gloriosos?
Dias de aziago?
De nossas vitórias e derrotas?
Por quê? Por quê? Por quê?
Sinto-me só, por mais pessoas que tenta me amar... Também as
amo, mas não consigo cultiva-las por todo o tempo... Consigo apenas
comercializar-se com elas...
Pois as mesmas de certa forma precisam do que eu tenho em
abundancia... E eu por minha vez preciso
também de seus elementos: químicos, físicos, psicológicos para poder suprir o
que não entendo em mim... Visto de laminas dos extremos e de certa forma burlo
o que eu quero sem afeta-los quando sociedade... Minhas mil máscaras já estão
tão incutidas que nem sei quem sou! Apenas
palhaço nesse circo de horrores, nesse circo de alegrias disfarçadas...
Apenas um espantalho em meio à plantação, espanto seres
alados comedores de sementes...
Apenas seres alados que me engana dizendo assustar-se, mas
que na verdade sorrimos quando roubamos minhas próprias palhas para aninhar-se
nos colmes mais altos de mim...
Apenas asfalto-zumbi quando sou quente e repulsivo entre
seus olhos e os meus...
Poderia passar a eternidade me remoendo sem parar... e todos
eles com explicações todavia apenas mais
uma criança curiosa atrás do muro de meus próprios olhos...
T.vesie 07 -06 -13
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